HAPPY HOUR
Duração: 45m 28s
"Na festa de fim de ano da empresa, em um bar lotado e barulhento, Donato Ramon tenta aproveitar a noite sem chamar atenção para seu cargo de chefe. Rick Neker, recém-contratado há apenas duas semanas, se mantém mais discreto, falando pouco e observando tudo com cuidado. Entre cervejas divididas e conversas baixas, os dois acabam se aproximando de forma quase natural, unidos por uma tensão silenciosa que cresce a cada troca de olhares.
Rick demonstra certa timidez, mas não esconde o interesse. Seus gestos são contidos, sua voz sempre um pouco hesitante, o que desperta ainda mais curiosidade em Donato. A intimidade se constrói nos detalhes: risadas curtas, silêncios confortáveis e a sensação de que o tempo passa rápido demais enquanto estão juntos.
Quando a festa termina e os colegas vão embora, Rick sugere, com cautela, continuar bebendo em seu apartamento. Donato hesita, consciente do casamento e da posição que ocupa, mas acaba aceitando. No caminho, andando lado a lado, as mãos se tocam por acaso, permanecem unidas por alguns segundos e resultam em um beijo impulsivo. Donato se afasta, tomado pela culpa, enquanto Rick, visivelmente nervoso, garante que não precisam passar disso.
No apartamento de Rick, o clima é contido, porém carregado. Eles se sentam próximos demais na cama, dividem a cerveja e evitam encarar diretamente o que está prestes a acontecer. A timidez de Rick se mistura ao desejo reprimido de Donato, criando uma dinâmica intensa, feita de aproximações lentas, toques cuidadosos e respirações mais profundas.
A contenção não dura a noite inteira. O que começou como uma visita inocente se transforma em uma entrega proibida, marcada pela insegurança de Rick e pela iniciativa firme de Donato. Os dois se rendem ao tesão, pois sabem que cruzaram um limite irreversível - deixando para trás uma noite de desejo silencioso, culpa latente e um segredo que muda para sempre a relação entre chefe e funcionário.
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